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O Presidente Responde - 18/05/2010
  
Adaílton Paulo de Araújo, 41 anos, funcionário público de São Bernardo do Campo (SP) -  Fala-se em grandes catástrofes no mundo inteiro e ao mesmo tempo diz-se que, se preservarmos o meio ambiente, é possível evitar. Mas fica-se só na conversa. É possível investir em profissionais qualificados e implantar educação ambiental nas escolas?
Presidente Lula  - O MEC oferece para professores da rede pública, entre outros, o Curso de Aperfeiçoamento em Educação Ambiental, ministrado por 21 universidades de 16 estados brasileiros. Destaco também as Conferências Nacionais Infanto-Juvenis pelo Meio Ambiente. A última, concluída em abril de 2009, em suas várias etapas envolveu 3,5 milhões de pessoas de 11.631 escolas e comunidades. As conferências estimulam os debates e provocam o comprometimento de milhões de estudantes, professores e membros das comunidades com a construção de uma sociedade sustentável. Além do ensino, nós temos tomado diversas outras iniciativas na área do meio ambiente. O desmatamento da Amazônia, que chegou a 27,7 mil km2, em 2004, despencou para 7 mil km2, em 2009, a menor área desmatada desde 1988. Esse resultado extraordinário foi proporcionado sobretudo pela Operação Arco Verde que, nos 43 municípios que mais desmatam, promove regularização fundiária, regularização e educação ambiental, pactos pelo fim do desmatamento, crédito do Banco do Brasil e Basa etc.
Roberto de Albuquerque Cavalcanti, professor e produtor cultural de Arcoverde (PE) -  Qual a importância do Sistema Nacional de Cultura (SNC)? E como o governo pode estimular os municípios a criar secretarias municipais de cultura, permitindo que se formem conselhos em que a sociedade civil possa participar e deliberar sobre como investir os recursos?
Presidente Lula  - O SNC é o principal instrumento para garantir que as políticas públicas de cultura sejam políticas de Estado e não apenas de governo. Ou seja, que não se interrompam a cada mandato presidencial. A criação do SNC foi aprovada na II Conferência Nacional de Cultura, que contou com a presença de 883 delegados escolhidos pelas conferências municipais e estaduais, que tiveram a participação de 200 mil pessoas. No ano passado, o Ministério da Cultura realizou 26 seminários em 24 estados brasileiros, com 4.577 gestores e conselheiros de cultura, nos quais foi acertada uma estratégia para a implantação dos sistemas municipais e estaduais de cultura. Governadores e prefeitos se comprometeram a criar secretarias específicas e - como você sugere - conselhos de política cultural abrangentes e democráticos. A sociedade participará da elaboração dos planos de cultura locais e acompanhará a aplicação dos recursos.
Alexander Marcellus, 31 anos, nutricionista de São Paulo (SP)  - O Fome Zero é elogiado mundialmente. Entretanto, sabe-se que para combater a insegurança alimentar é importante o consumo diário de frutas, verduras e legumes. Por que o governo nunca fez propagandas desses alimentos, mas faz de empresas federais?
Presidente Lula  - Começando com a propaganda, a primeira etapa da campanha “Brasil que Dá Gosto”, incentivou o consumo de feijão com arroz, alimentos que na proporção adequada são uma fonte completa de proteínas. Separadamente, o feijão fornece proteínas e fibras, além de ser rico em ferro, cálcio e outros minerais; o arroz é fonte de várias vitaminas do complexo B e de carboidratos, que fornecem energia. Foram elaborados cartazes, folhetos, jingle, filme publicitário, rádio-novelas veiculadas em rádios comunitárias e três filmes - os atores e atrizes não cobraram cachê -, promovendo a educação alimentar do telespectador. O tema da segunda etapa da campanha, prevista para este ano, será “Incentivo ao Consumo de Frutas e Hortaliças”. E não ficamos apenas na propaganda. Em 2008, fechamos acordo com a indústria alimentícia para zerar o teor de gordura trans em seus produtos e, este ano, estamos negociando a redução de sódio e açúcar nos alimentos processados. O programa Saúde da Família conta agora com 746 nutricionistas para a educação alimentar da população assistida. São várias iniciativas nesta área, a tal ponto que na semana passada a ONU me concedeu o prêmio “Campeão do Mundo na Batalha Contra a Fome”, que eu divido com todo o Brasil.

A coluna Presidente Responde é publicada sempre às terças-feiras. O leitores podem enviar perguntas para o e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. , colocando no assunto a frase “O Presidente Responde”. Deve ser informado o nome completo do leitor, idade, ocupação e cidade de residência. A seleção das perguntas será feita pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República.
 
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O Presidente Responde - 11/05/2010
  
Silmara Paula Carvalho, 21, promotora de vendas de Cariacica (ES) - Quais são os direitos que podem ser dados aos autônomos? Sou promotora de vendas e não tenho carteira assinada.
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O Presidente Responde - 04/05/2010
  
Fábio Negreiros, 28, enfermeiro de Cuiabá (MT) - Em que estado o sr. deixa o cenário econômico para o próximo presidente?
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O Presidente Responde - 27/04/2010
  
Dirceu Moreira, 63 anos, professor de Santo André (SP) - Seria possível termos um campeonato brasileiro pró-educação com o nome de PAE - Programa de Aceleração da Educação -, ou PAI - Programa de Aceleração da Inteligência?
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O Presidente Responde - 20/04/2010
  
Ana Lúcia de Abreu Rodrigues José, 50 anos, técnica de enfermagem de Nova Friburgo (RJ) - Vejo que o sr. tem interesse em fixar o homem no campo, isto é, em aumentar a produção agrícola e incentivar a agricultura familiar.
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