Domingo, 29 de Agosto de 2010 14:23
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Luiz Fernando Guedes - 29/08/2010
Walton   
Duplo Mergulho?
Enquanto no Brasil, a pauta se volta para o cenário de um futuro governo Dilma com especulações sobre as primeiras medidas que serão adotadas a exemplo de controle de gastos na máquina pública,  metas de inflação mais arrojadas, diminuição no ritmo de reajustes do funcionalismo público entre outras, nos Estados Unidos, a economia continua decepcionando.
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Sábado, 21 de Agosto de 2010 15:18
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Luiz Fernando Guedes - 22/08/2010
  
O Tsunami Dilma

Avassalador como diria Lenine. De marolinha a Tsunami, Dilma  avançou tanto que o cenário mais provável é a eleição em primeiro turno, apesar dos esforços de Serra e Marina, o primeiro ainda sem um discurso convincente, e a candidata do PV sentindo os efeitos do chamado voto útil, com o desembarque dos eleitores que passam a priorizar a segunda opção.
O efeito impulsionador da candidatura de Dilma continua sendo a boa fase da economia com crescimento projetado de 7% para este ano, e as ações de marketing do presidente Lula que com o discurso apropriado consegue a difícil arte de transferir votos em larga escala. Com esse cenário, o governo procura evitar que fatos novos introduzam incertezas no cenário eleitoral.
Entre as preocupações do governo está o processo de capitalização da Petrobrás a princípio agendado para o mês de setembro. Com planos ambiciosos a empresa pretende financiar seu projeto de expansão para viabilizar o pré sal por meio de um processo de venda de novas ações, dada a impossibilidade de aumentar o nível de endividamento.
A empresa não quer perder o status de “grau de investimento” adquirido através das agências de rating. Atualmente a relação endividamento líquido e a capitalização liquida superou 34%, próximo ao limite imposto pelo conselho de administração que é de 35% Uma operação com modelo de dívida afeta o conceito da empresa perante o mercado.
Muitas dúvidas cercam o processo de capitalização e até mesmo a concretização do pré sal, a começar pelo domínio da tecnologia que ainda precisa ganhar a necessária credibilidade por parte dos investidores internacionais. Apesar da afirmação dos dirigentes da Petrobrás que asseguram que o processo será realizado em Setembro, existem dúvidas sobre sua realização antes das eleições.
Alguns integrantes do governo preferem que a operação seja postergada para depois da eleição. Enquanto isso, investidores internacionais com George Soros começam a se desfazer de ações da Empresa. O fundo gerido pelo mega investidor já foi o maior detentor individual de ações da Petrobrás, posição que chegou a 1,45% do capital. Já em março não representavam mais que 0,17% indicando que o potencial de valorização foi revisado.
Tudo que o governo menos precisa com o cenário instalado é da geração de uma onda de pessimismo transmitida pelo mercado financeiro, que atinja um dos pilares de sustentação dos projetos que tornaram o país um dos alvos prediletos dos investidores estrangeiros.
Luiz Fernando Guedes Pereira Filho

Sócio-Diretor da Rosenberg & Associados
Escreve aos domingos
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Sábado, 14 de Agosto de 2010 17:06
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Luiz Fernando Guedes - 15/08/2010
  
EUA e China derrubam mercados

A economia americana voltou a desapontar os investidores. Novos dados do departamento de comércio dos EUA indicando que a produtividade do trabalhador caiu 0,9% e o alerta lançado pelo Fed advertindo que a recuperação será mais lenta que o previsto interrompeu a trajetória de alta das bolsas mundiais.
A constatação vem na direção oposta as últimas análises realizadas que apontavam para um cenário de recuperação mais rápida, tanto que o Banco Central decidiu manter inalterada a taxa de juros entre zero e 0,25% ao ano e promover novas medidas para reanimar a economia como a manutenção das reservas de ativos.
O objetivo é reinvestir os pagamentos recebidos em aplicações em títulos de agências e papeis atrelados a ativos na compra de títulos de longo prazo do Tesouro. Com relação a inflação a percepção é de que haverá estabilidade nos próximos meses.
A China também decepcionou os mercados. Primeiro foi a produção industrial do segundo trimestre que veio abaixo das expectativas do mercado, posteriormente foi o ritmo das importações que  apresentou dados que apontam para a desaceleração do nível de atividade.
A Bovespa não resistiu a divulgação de indicadores negativos dos dois maiores parceiros comerciais do Brasil e após duas semanas de euforia recuou, apesar das projeções que indicam o fim do aperto monetário na próxima reunião do Copom que será realizada em setembro.
Os últimos indicadores da economia brasileira sugerem que o ritmo de crescimento diminuiu. No segundo trimestre comparado aos três primeiros meses do ano a taxa foi de 1,32%, contra 2,45% do primeiro trimestre de 2010 em relação aos três últimos meses de 2009.
Esta redução do ritmo de atividade conjugada com uma menor preocupação com o ambiente inflacionário deve resultar em uma mudança de postura do Banco Central nas próximas reuniões do Copom.
O ambiente externo com previsão de retomada lenta na economia americana, e desaceleração na China também deve refletir na definição por uma maior flexibilização da política monetária.

Luiz Fernando Guedes Pereira Filho
Sócio-Diretor da Rosenberg & Associados
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Luiz Fernando Guedes - 08/08/2010
  
A economia e o cenário eleitoral - Depois de quase “respirar por aparelhos” com a crise mundial desencadeada em 2008, a economia brasileira segue impulsionada pelo aumento de investimentos, oferta de crédito, avanço do emprego e da renda confirmando um excelente crescimento para 2010, acima de 7%, um dos destaques da economia mundial.
No cenário de curto prazo muitas ameaças lideradas pelo fraco desempenho das economias maduras, em especial a maior economia do planeta que ainda sente os efeitos do frágil desempenho do mercado imobiliário e restrições ao consumo pela população americana. A Europa apesar dos recentes indicadores positivos apresenta graves problemas estruturais em alguns países.
O Brasil avança com olhos na economia Chinesa, maior parceira comercial e segunda maior economia do planeta, superando o Japão que viveu recentemente uma década perdida. Nem as recentes estatísticas chinesas que demonstraram redução importante no despenho da indústria no segundo trimestre abalaram as convicções sobre o bom desempenho da economia brasileira.
O governo comemora os bons resultados que produz crescimento com redução das desigualdades, ambiente inédito nas últimas décadas, segundo visão dos principais líderes governistas. Fica a dúvida se o brasileiro adotará o mesmo pragmatismo do americano que vota no governo quando a avaliação é de avanço na qualidade de vida.
O pano de fundo para o governo não poderia ser melhor, mas o cenário eleitoral ainda apresenta enormes indefinições e nem o ótimo desempenho da economia parece assegurar a vitória da candidata governista que segue em luta acirrada com o candidato do PSDB.

Os obstáculos de Dilma, Serra e Marina
Dilma Rousseff iniciou na prática a campanha há dois anos, quando foi lançada informalmente pelo presidente Lula. Enfrentou além de uma doença gravíssima, a descrença de membros do PT e de partidos que apóiam o governo. Conseguiu avançar saindo de 5% das intenções de voto até alcançar 35% em situação de empate técnico com José Serra. Mas enfrenta grandes obstáculos para materializar a vitória planejada inclusive para o primeiro turno. Reconhecidamente não possui carisma e parece muito mais próxima do PT do que de Lula. Não resiste a uma análise sobre a sua incapacidade de controlar o Partido dos Trabalhadores, diferentemente do presidente que o enquadrou em muitas situações.
Serra além de empatar tecnicamente com Dilma quando a pauta é carisma, encontra dificuldades de focar um bom discurso para o país que vive um bom momento. Restringido por motivos óbvios a criticar o presidente tenta duelar com Rousseff, mas resiste a defender, por exemplo, bons programas adotados no passado as privatizações. É possível entender porque o PSDB não defende o projeto que permitiu a melhoria no sistema de telecomunicações? Não é factível convencer a população que foi um grande projeto?
Marina tem um bom discurso, tem conseguido avançar, mas enfrenta uma grande falta de estrutura partidária, não consegue se apresentar como uma das protagonistas da eleição. Pode ser vítima no final do chamado voto útil, mas partiu no processo eleitoral como uma grande desconhecida da população e começa estrategicamente a “comprar recall” para a próxima eleição.

Luiz Fernando Guedes Pereira Filho
Sócio-Diretor da Rosenberg & Associados
Escreve aos domingos
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