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Causa e efeito - Além de tentar demonstrar simbiose entre a campanha de Dilma Rousseff e a violação de sigilo fiscal de personagens ligados ao PSDB, o alicerce da estratégia jurídica de José Serra no TSE é a tese de que o governo age deliberadamente para protelar a investigação de modo a concluí-la apenas depois da eleição. No entender dos tucanos, a própria Receita Federal forneceu os indícios que materializariam o abuso de poder político em favor da candidata petista. “Não é só falsificação e bandidagem. Está claro o uso da máquina pública para acobertar o caso”, afirma Ricardo Penteado, advogado da coligação tucana. Cara de paisagem 1 - No Planalto, a ordem é que as quebras de sigilo sejam tratadas como “caso de governo”, e não de campanha. O Planalto vai pregar que quem está sendo atacada é a Receita Federal - e não Dilma, já que, na visão oficial, não haveria prova que ligue o caso à candidatura da petista. Cara de paisagem 2 - Por trás do discurso, contudo, o dia foi agitado no Planalto. Guido Mantega (Fazenda) chegou a ser escalado para falar sobre o caso, mas foi Otacílio Cartaxo, secretário da Receita, quem veio a público. Ele, que na semana passada se estendeu ao tratar do tema, ontem se limitou a ler curta declaração. A ver - Os tucanos garantem que os episódios de violação de sigilo não param nos já divulgados. TT - Ante a incandescência do escândalo, petistas e aliados silenciavam nos blogs e microblogs ontem. O assunto do dia para ministros e deputados governistas era o centenário do Corinthians. Eu já sabia - Quem examinou o dossiê produzido no “núcleo de inteligência” da campanha do PT em junho já concluía na ocasião que os dados de Verônica Serra e Gregório Preciado que constavam no material seriam fruto de violação de sigilo. Estaleiro - É delicado o estado de saúde de Orestes Quércia (PMDB-SP), que ontem divulgou nota suspendendo as atividades da campanha diante da necessidade de submeter, segundo o texto, a “exames médicos aprofundados”. Outro candidato ao Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), também enfrenta problemas nessa área. Calo - A terceira posição nas pesquisas não é o único problema a incomodar Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Candidato ao Senado em sua chapa, Cesar Borges (PR) não se conforma em ser tratado por Lula como adversário. A mesma tensão se repete com candidatos a deputado federal e estadual que esperavam entrar com os dois pés na canoa lulista ao apoiar Geddel. Assombração - O PMDB do Rio tem dito à coordenação da campanha de Dilma que, se Lula não der uma mãozinha a Jorge Picciani (PMDB) no Estado, corre o risco de ajudar Cesar Maia (DEM) a se eleger para o Senado. Por lá, Lula só gravou para Lindberg Farias (PT) e Marcelo Crivella (PRB). Calculadora - O mote da campanha das centrais pelo mínimo de R$ 560 é “uma nota de R$ 50”. Trata-se do valor que seria acrescentado ao salário atual, de R$ 510. O percentual reivindicado equivale à variação do INPC, acrescida da variação média do PIB de 2005 a 2009. Tiroteio Essa quebra de sigilo é uma brutalidade, uma agressão aos princípios da administração pública. DO SENADOR FRANCISCO DORNELLES (PP-RJ), pedindo que a Receita Federal intervenha em duas delegacias do ABC paulista, onde ocorreram os acessos aos dados fiscais de Verônica Serra e de outros dirigentes tucanos e pessoas ligadas ao PSDB. Contraponto Caiu a ficha Em meio a compromissos de campanha, o vice de Dilma, Michel Temer (PMDB), telefonou para o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) pensando se tratar do colega de partido e candidato a deputado federal Eliseu Padilha (PMDB-RS). - E aí, Padilha, já conseguiu 500 mil votos? - 500 mil? Você está doido? Nós precisamos de milhões, 500 mil não é nada... - Como assim, milhões? - Temer, aqui quem fala é o Padilha ministro... |
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Alta precisão - Pilotos da Aeronáutica iniciarão em São José dos Campos (SP) treinamento com bombas inteligentes, guiadas a laser. O equipamento será usado na defesa do espaço aéreo. |
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Papelada - Para advogados dos partidos, o indeferimento de 25% dos 3.350 inscritos para o pleito em São Paulo é reflexo da burocracia - candidatos estariam obrigados a providenciar até oito certidões. O Ministério Público sustenta que a exigência está explícita na minirreforma eleitoral, o que invalidaria queixas sobre prazos.
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Lula e o “blocão” - Citada por Lula de passagem no comício de sexta-feira em Recife (PE), a ideia de formar uma “frente ampla” que reúna partidos mais à esquerda num eventual governo Dilma Rousseff (PT) voltou a povoar as conversas de bastidores do presidente com seus aliados mais próximos. Num primeiro momento, o acerto entre PT, PSB, PDT, PC do B e PRB serviria como contrapeso à esperada força com que o PMDB emergirá das urnas. A Lula caberia, na condição de arquiteto do “blocão”, um papel de destaque no funcionamento desses partidos como um aglomerado. Carona - Depois de espinafrar seus adversários no comício em Pernambuco, Lula voltou a Brasília na madrugada de sábado com Eduardo Campos (PSB), Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro (PTB) a tiracolo. Objetivo: gravar com os três uma participação especial conjunta para a propaganda da chapa na TV. Pois é - Mencionado por Lula de forma jocosa em Pernambuco, Marco Maciel (DEM-PE) sempre teve sólidas relações com a ala católica do PT e foi um dos oposicionistas a quem o Planalto recorreu para serenar os ânimos do Senado no auge do escândalo do mensalão. Tô indo - Lula conversou por telefone no sábado com Hélio Costa (PMDB) e seu vice, Patrus Ananias (PT), ameaçados pelo rápido crescimento de Antonio Anastasia (PSDB) na disputa pelo governo de Minas Gerais. Prometeu que, além de gravar novo depoimento para a propaganda de TV, voltará ao Estado em breve para fazer campanha pela dupla. Vem logo - A aflição do consórcio PMDB-PT se deve ao fato de que, dada a ausência de outros candidatos com pontuação relevante nas pesquisas, a eleição em Minas tende a ser decidida, para um lado ou para o outro, ainda no primeiro turno. Recado dado - Pesquisas internas feitas pelo PSDB indicam que a maior parte dos eleitores em MG ainda não sabe quem é o candidato de Aécio Neves (PSDB) para o cargo de presidente. Fermento 1 - O PSDB-SP convocou ex-prefeitos e mil candidatos a deputado federal e estadual da coligação para “engordar” o evento pró-Serra e Alckmin marcado para a próxima quarta-feira, no Credicard Hall. O ato originalmente seria voltado aos atuais prefeitos - 350 receberam convites. Fermento 2 - Se a mobilização tiver resultado positivo, o PSDB estuda “exportar” o modelo para outras praças simpáticas aos tucanos no plano estadual, como Minas, Paraná e Goiás. Solução - caseira Com objetivo de contemplar todos os 645 municípios de SP na campanha tucana, Lu Alckmin passará a percorrer esta semana regiões desguarnecidas pela agenda do marido e do presidenciável José Serra. Vacina - A campanha de Geraldo Alckmin insistirá na tentativa de desqualificar o mandato de Aloizio Mercadante no Senado. Os tucanos turbinam acervo com o que chamam de “deslizes” do petista à frente do cargo. Chororô - O PT de São Paulo desistiu da ideia de utilizar o espaço de candidatos a deputado federal e estadual na propaganda de TV para pedir votos na legenda, porque a promessa de que Lula estrelaria as inserções não se concretizou. O silêncio do presidente se deu depois de muita pressão de outros partidos aliados, que reclamaram de desequilíbrio. Tiroteio Agora dá para entender melhor a ênfase de Dilma Rousseff ao pregar a criação do ministério de micro e pequenas empresas. DO DEPUTADO GUSTAVO FRUET (PSDB-PR), sobre o passado da candidata do PT como sócia de uma loja de bugigangas importadas do Panamá. O negócio fechou depois de um ano e cinco meses. Contraponto Deu pau Depois de uma hora de palestra da ministra Ellen Gracie, do STF, sobre os benefícios da virtualização dos processos para a celeridade da Justiça, Fernando Henrique Cardoso, em cujo instituto ocorria o evento, começou a descrever sua relação com as novas tecnologias. Em meio a relatos de perda de arquivos no computador, o ex-presidente citou José Serra: - Eu estava escrevendo, tarde da noite, e, como é hábito, o Serra me telefonou. “Perdi não sei o quê”, eu disse. Aí ele começou a me dar instruções. Errei tudo. Mas porque as instruções estavam equivocadas... |
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